Gabarito prova Seleção FUMSSAR edital 07/2017

GABARITO PROVA FUMSSAR 28 05 2017 EDITAL 07 2017

QUESTÃO 1 A
QUESTÃO 2 C
QUESTÃO 3 D
QUESTÃO 4 C
QUESTÃO 5 D
QUESTÃO 6 B
QUESTÃO 7 B
QUESTÃO 8 A
QUESTÃO 9 C
QUESTÃO 10 D
QUESTÃO 11 B
QUESTÃO 12 C
QUESTÃO 13 A
QUESTÃO 14 B
QUESTÃO 15 D
QUESTÃO 16 C
QUESTÃO 17 A
QUESTÃO 18 A
QUESTÃO 19 D
QUESTÃO 20 A
GABARITO
FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE SAÚDE DE SANTA ROSA
PROCESSO SELETIVO PÚBLICO
CONTRATAÇÃO DE ESTAGIÁRIOS
Edital número 07/2017

Medicamento como prevenção para HIV será incorporado no SUS

iamgem HIV
 

Medicamento como prevenção para HIV será incorporado no SUS

 
 
 
 

O Ministério da Saúde vai ofertar no Sistema Único de Saúde (SUS) medicamentos antirretrovirais para reduzir o risco da infecção pelo HIV antes da exposição ao vírus. A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) passará a ser distribuída no SUS em até 180 dias após a publicação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), prevista para a próxima segunda-feira (29). O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta quarta-feira (24), durante sua participação na Assembleia Mundial de Saúde realizada em Genebra (Suíça).

 

A PrEP consiste na utilização do antirretroviral (truvada) antes da exposição ao vírus, em pessoas não infectadas pelo HIV e que mantêm relações de risco com maior frequência. “O Brasil, mais uma vez, sai como um dos pioneiros na prevenção e tratamento do HIV”, afirmou o ministro Ricardo Barros, durante entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira por videoconferência. Ele lembrou que a iniciativa é muito importante para as pessoas expostas ao vírus, mas ressaltou que a sua inclusão no SUS não dispensa o uso dos outros métodos preventivos.

 

A incorporação do truvada (tenofovir associado à entricitabina) foi recomendada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC), após consulta pública realizada para obter informações, opiniões e críticas de pesquisadores e outros setores da sociedade. Com a nova medida, o Brasil se torna o primeiro país da América Latina a utilizar essa estratégia de prevenção como política de saúde pública.

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda, desde 2012, a oferta de PrEP para casais soro diferentes, gays; homens que fazem sexo com homens; profissionais do sexo e pessoas transgêneros (travestis e transexuais), consideradas populações-chaves. A PrEP já é utilizada em países como Estados Unidos, Bélgica, Escócia, Peru e Canadá, onde é comercializada na rede privada, além da França, África do Sul, entre outros, que incorporaram ao sistema público de saúde. O investimento inicial do Ministério da Saúde será de U$ 1,9 milhão na aquisição de 2,5 milhões de comprimidos, o que deve atender a demanda pelo período de um ano.

 

No Brasil, a estimativa é que a PrEP seja utilizada por uma população de 7 mil pessoas que fazem parte das populações-chave, no primeiro ano de implantação. Cabe esclarecer que fazer parte desses grupos não é o único critério para indicação da PrEP. Para isso, será necessária uma avaliação da vulnerabilidade do paciente, de acordo com comportamento sexual e outros contextos de vida. Essa análise deverá ser feita pelos profissionais de saúde. “Uma série de critérios deve ser levada em conta antes da indicação da PrEP, como o número de parceiros sexuais, os outros métodos de prevenção utilizados, o compromisso com a adesão ao medicamento, entre outros”, destacou a diretora do Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, que participou da videoconferência em Brasília.

 

O Boletim Epidemiológico de Aids demonstra taxas de prevalência de HIV mais elevadas nestes subgrupos populacionais, quando comparadas às taxas observadas na população geral. Enquanto a prevalência na população geral é de 0,4%, nas mulheres profissionais de sexo é de 4,9%. Entre pessoas que usam drogas (exceto álcool e maconha) é de 5,9% e entre gays e homens que fazem sexo com outros homens (HSH) a taxa de prevalência por HIV é de 10,5%.

 

A PrEP é de uso contínuo, ou seja, o usuário precisa tomar o comprimido diariamente para ficar protegido do HIV, sendo que a proteção se inicia a partir do 7º dia para exposição por relação anal e a partir do 20º dia para exposição por relação vaginal. É importante destacar que a PrEP só será indicada após testagem do paciente para HIV, uma vez que ela é contraindicada para pessoas já infectadas pelo vírus. Nesses casos, a PrEP pode causar resistência ao tratamento. Por essa razão, as pessoas que já vivem com o vírus não serão submetidas à profilaxia, e sim encaminhadas para tratamento imediato. A prevenção será ofertada nos serviços do SUS que já trabalham com prevenção do HIV. Inicialmente, será implementada em 12 cidades e, ao longo do ano, será estendida para todo o país. São elas: Porto Alegre; Curitiba; São Paulo; Rio de Janeiro; Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Manaus, Brasília, Florianópolis, Salvador e Ribeirão Preto.

 

PREVENÇÃO COMBINADA – A PrEP insere-se como uma estratégia adicional dentro de um conjunto de ações preventivas, denominadas “prevenção combinada”, como forma de potencializar a proteção contra o HIV.  A prevenção combinada inclui: testagem regular; profilaxia pós-exposição ao HIV (PEP); teste durante o pré-natal e tratamento da gestante que vive com o vírus; redução de danos para uso de drogas; testagem e tratamento de outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) e das hepatites virais; uso de preservativo masculino e feminino, além do tratamento para todas as pessoas.

 

ESTUDOS – A eficácia e a segurança da PrEP já foram comprovadas em diversos estudos clínicos. As evidências científicas disponíveis demostram que o seu uso pode reduzir o risco de infecção pelo HIV em mais de 90%, desde que o medicamento seja tomado corretamente, uma vez que sua eficácia está diretamente relacionada à adesão. No entanto, cabe esclarecer que a PrEP não substitui o uso do preservativo, uma vez que a proteção não é de 100%, assim os outros métodos preventivos não devem ser negligenciados. Além disso, a camisinha é a forma mais efetiva de proteção contra as outras IST, como sífilis, gonorreia, hepatites B e C, por exemplo, que não são evitadas por meio da profilaxia pré-exposição.

 

PROJETOS PREP – Desde 2013, o Ministério da Saúde apoia cinco projetos sobre aceitabilidade e viabilidade da PrEP no país, gerando evidências para a construção da política nacional. Embora os estudos ainda estejam em andamento, é possível afirmar que o procedimento tem tido uma boa aceitação e adesão dos usuários.

 

Atualmente, está em andamento o estudo PrEP Brasil, realizado pela Fiocruz em parceria com o Centro de Pesquisas Clínicas da FMUSP; a Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (Manaus) e o Hospital Sanatório Partenon (Porto Alegre). O projeto, que conta com apoio financeiro do Ministério da Saúde, acompanha 500 pessoas sob alto risco de infecção pelo HIV. Os voluntários recebem a medicação para uso diário e têm acesso a aconselhamento para gerenciamento de risco, testagem para HIV e preservativos, com o objetivo de avaliar a adesão à prevenção.

 

O uso da PrEP também está sendo analisado dentro do projeto Combina!, realizado pela Universidade de São Paulo (USP) com apoio do Ministério da Saúde. O estudo aborda prevenção combinada, sendo a PrEP um dos elementos. Além da PrEP, a pesquisa pretende verificar a efetividade da profilaxia da transmissão do HIV pós-exposição sexual consensual e o uso combinado dos métodos preventivos contra a infecção pelo HIV.  

 

HIV NO BRASIL – De acordo último boletim do Ministério da Saúde, 827 mil pessoas vivem com HIV/aids no país atualmente. Desse total, 372 ainda não estão em tratamento, sendo que 260 já sabem que estão infectadas e 112 mil pessoas não sabem que têm o vírus.

 

A aids no Brasil é considerada estabilizada, com taxa de detecção em torno de 19,1 casos a cada 100 mil habitantes. Isso representa cerca de 40 mil casos novos ao ano. Desde o surgimento da aids, o país vem tomando posição de vanguarda na oferta de tratamento e assistência às pessoas que vivem com HIV/aids, no âmbito do SUS. O Brasil foi um dos primeiros países do mundo a oferecer o acesso ao tratamento de forma integral e universal desde meados dos anos 1990.

 

Em 2013, o Ministério da Saúde implantou Novo Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e aids, que disponibiliza a medicação para todos com HIV. Antes, o protocolo previa o tratamento apenas quando a infecção pelo vírus atingia um estágio que já era considerado caso de aids. De janeiro a outubro do ano passado, 34 mil novas pessoas com HIV e aids entraram em tratamento pelo SUS. Atualmente, são 498 mil pessoas em tratamento (dados de dezembro de 2016).

 

Assessoria de Comunicação da FUMSSAR

25/05/2017

Fonte: MINISTÉRIO DA SAÚDE

 

 

 

Novo recurso do estado permite mais atendimentos neurológicos

O Estado do RGS está disponibilizando recursos através da FUMSSAR, para o atendimento neurológico em alta complexidade da população de abrangência da  13ª Coordenadoria Regional de Saúde de Ijuí. O serviço será prestado pelo Hospital Vida& Saúde de Santa Rosa.

            Na terça-feira, 23 houve uma reunião entre com a direção da FUMSSAR, 14ª e 17ª Coordenadorias de Saúde e direção do Hospital Vida & Saúde, para acertarem as tratativas para o início da prestação do serviço.

            O presidente da FUMSSAR Anderson Mantei destacou que esta ação foi possível tendo em vista a referência do modelo de saúde de Santa Rosa e a qualidade dos serviços prestados pelo HVSA. Mantei ressaltou ainda que são mais recursos que virão para a cidade, e também irá aumentar a circulação de mais pessoas, viabilizando  maior consumo no comércio local também.

 

Novo recurso do estado permite mais atendimentos neurológicos

reunião neuro

            O Estado do RGS está disponibilizando recursos através da FUMSSAR, para o atendimento neurológico em alta complexidade da população de abrangência da  13ª Coordenadoria Regional de Saúde de Ijuí. O serviço será prestado pelo Hospital Vida& Saúde de Santa Rosa.

            Na terça-feira, 23 houve uma reunião entre com a direção da FUMSSAR, 14ª e 13ª Coordenadorias de Saúde e direção do Hospital Vida & Saúde, para acertarem as tratativas para o início da prestação do serviço.

            O presidente da FUMSSAR Anderson Mantei destacou que esta ação foi possível tendo em vista a referência do modelo de saúde de Santa Rosa e a qualidade dos serviços prestados pelo HVSA. Mantei ressaltou ainda que são mais recursos que virão para a cidade, e também irá aumentar a circulação de mais pessoas, viabilizando  maior consumo no comércio local também.

Campanha de vacinação contra a gripe termina nesta sexta-feira (26); no RS 70,8% do público-alvo se vacinou

vacina
A Campanha de Vacinação contra a influenza termina no próximo dia 26/05. Balanço do Ministério da Saúde indica que, até esta segunda-feira (22/05), foram aplicadas cerca de 1,9 milhões doses da vacina no Rio Grande do Sul, atingindo 70,8% do público. Quem faz parte do grupo prioritário e ainda não se vacinou contra a gripe, tem até esta sexta-feira para ir a um posto e garantir a sua proteção.

No Brasil, 30,6 milhões de pessoas foram vacinadas. Esse total considera todos os grupos com indicação para a vacina, incluindo população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e pessoas com comorbidades. O público-alvo da campanha no país, que não considera esses grupos, é de 54,2 milhões de pessoas. Desse total, 58,2% foram vacinados.

A meta, neste ano, é vacinar 90% desse público até o dia 26 de maio, quando termina a campanha. Para isso, o Ministério da Saúde adquiriu 60 milhões de doses da vacina, garantindo estoque suficiente para a vacinação em todo o país. A coordenadora Nacional do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, alerta sobre a importância do público-alvo se imunizar dentro do prazo de vacinação para evitar a gripe e seus possíveis agravamentos. “É de fundamental importância que a população-alvo busque, o quanto antes, os postos de vacinação para garantir a proteção contra a influenza, principalmente neste período, que antecede o inverno”, destacou.

Até o momento, nenhum grupo prioritário atingiu a meta de vacinação. Entre os públicos-alvo, os idosos registraram a maior cobertura vacinal, com 14 milhões de doses aplicadas, o que representa 67,1% deste público, seguido pelas puérperas (65,4%) e trabalhadores de saúde (59,4%). Os grupos que menos se vacinaram são indígenas (37,1%), crianças (44,9%), gestantes (49,2%) e professores (52,4%). Além do grupo prioritário, também foram aplicadas 6,2 milhões de doses nos grupos de pessoas com comorbidades, população privada de liberdade e trabalhadores do sistema prisional.

 

Os estados com a maior cobertura de vacinação no país, até o momento, são: Amapá (79,4%), Paraná (74,1%), Santa Catarina (72,3%), Rio Grande do Sul (70,8%), e Goiás (66%). Já os estados com menor cobertura são: Roraima (41,5%), Pará (44,3%), Rondônia (44,6%), Rio de Janeiro (45,8%), Mato Grosso (48,5%), Acre (48,6%) e Piauí (50,4%).

 

Desde o dia 17 de abril, a vacina contra a gripe está disponível nos postos de vacinação para crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além dos professores que são a novidade deste ano.

 

Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis, que inclui pessoas com deficiências específicas devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica. A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. 

 

SEGURANÇA - A vacina disponibilizada pelo Ministério da Saúde em 2015 protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela OMS para este ano (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B). A vacina contra influenza é segura e também é considerada uma das medidas mais eficazes na prevenção de complicações e casos graves de gripe. Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

 

Como o organismo leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção contra a gripe após a vacinação, o ideal é realizar a imunização antes do início do inverno. O período de maior circulação da gripe vai do final de maio até agosto.

 

PREVENÇÃO - A transmissão dos vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a adoção de cuidados simples como medida de prevenção para evitar a doença, como: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto; não compartilhar objetos de uso pessoal; além de evitar locais com aglomeração de pessoas.

 

É importante lembrar que, mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe – especialmente se são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações – devem procurar, imediatamente, o médico. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração. 

 

Assessoria de Comunicação FUMSSAR

Fonte- Ministério da Saúde

 

Brasil é primeiro país a criar metas para a Década da Nutrição

ministro

 

O Brasil tornou-se, nesta segunda-feira (22), o primeiro país a se comprometer formalmente com metas específicas para a Década de Ação em Nutrição da Organização das Nações Unidas (ONU). Durante a Assembleia Mundial da Saúde, realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra (Suíça), o ministro da Saúde, Ricardo Barros, declarou o compromisso brasileiro com três metas de nutrição para 2019, bem como apresentou ações concretas a serem implementadas para atingir os objetivos estabelecidos.

“Com o propósito de fortalecer a Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição, o Brasil foi o primeiro país a formalizar junto à OMS compromissos SMART, que assumimos nessa matéria, e que são: deter o crescimento da obesidade na população adulta até 2019, reduzir o consumo regular de refrigerantes e suco artificial em, pelo menos, 30% da população adulta, e ampliar o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente em, no mínimo, 17%”, declarou o ministro.

Os compromissos assumidos pelo Brasil foram recebidos por Oleg Chestnov, Assistente Diretor-Geral para Doenças não transmissíveis da OMS, e por Carissa Etienne, Diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), braço da OMS nas Américas. “A parte mais importante da Década da Nutrição é ação, e o Brasil é o primeiro a fazer compromissos SMART [específicos, mensuráveis, atingíveis, relevantes e com prazo]. Esperamos que vários outros sigam o exemplo”, declarou Chestnov.

A diretora da OPAS, por sua vez, destacou que doenças não transmissíveis são a maior causa de mortes prematuras nas Américas. “Eu espero que outros países da região sigam o Brasil e deem passos para implementar esses tipos de ações. Estou orgulhosa de que a região das Américas esteja tomando a liderança na Década de Ação em Nutrição, e OPAS e OMS estão prontos para ajudar a implementar esses compromissos”, declarou Etienne.

As metas assumidas têm relação com obesidade e hábitos alimentares dos brasileiros. A primeira delas é deter o crescimento da obesidade na população adulta por meio de políticas de saúde e segurança alimentar e nutricional. O segundo compromisso é reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta. Por fim, o Brasil se comprometeu a ampliar o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente em no mínimo 17,8%.

Para atingir essas metas, o país tomará diversas medidas, apresentadas por Ricardo Barros durante seu discurso na assembleia e elogiadas pela OMS. Essas ações incluem medidas fiscais (reduções de impostos e criação de subsídios) que reduzam o preço de alimentos frescos, crédito para a agricultura familiar e concessão de benefícios a pessoas de baixa renda para que possam comprar alimentos frescos.

O governo brasileiro também se comprometeu a oferecer refeições mais saudáveis e educação nutricional a crianças nas escolas públicas, bem como a aumentar a compra de produtos da agricultura familiar por parte do poder público. Novos materiais educativos sobre alimentação saudável serão desenvolvidos e distribuídos à população, professores e trabalhadores.

Outra medida importante a ser tomada é a redução da quantidade de sal e açúcar em alimentos processados, bem como a revisão da política de regulação de embalagens, de modo que as quantidades de açúcar sejam apresentadas em destaque na área frontal. Também será regulada a promoção de alimentos e bebidas voltados para crianças, além de restringidas a venda e a propaganda de produtos processados em ambientes de saúde e de educação, assim como em repartições públicas.

Por fim, serão tomadas medidas no sentido de promover a amamentação por meio das unidades básicas de saúde, aumentar o número de unidades para prática de atividades físicas e melhorar o acesso ao cuidado de pessoas com sobrepeso ou obesidade. A Década da Nutrição, proclamada pela Assembleia Geral da ONU em abril de 2016, é uma estrutura para a criação de compromissos, acompanhamento de progressos e reforço da prestação de contas mútua em conformidade com a linha global de metas de nutrição.

ASSEMBLEIA – O evento, que segue até 31 de maio, abordará diversos temas, como sistemas de saúde, obesidade, emergências em saúde, doenças transmissíveis, entre outros. O encontro reúne os 194 países membros da OMS com o objetivo de debater temas emergentes da saúde mundial. Paralelamente às reuniões da Assembleia, o ministro Ricardo Barros cumprirá também dez agendas bilaterais com países como Portugal, Irã, Haiti, Congo, Estados Unidos e Canadá. Os encontros abordarão diversos assuntos e poderão contar com assinatura de documentos de cooperação.

Nessa edição da Assembleia Mundial da Saúde, haverá a eleição do novo diretor do Conselho Executivo da OMS. Em janeiro, a organização selecionou três candidatos para concorrer ao cargo. Estão na disputa o assessor especial do Primeiro-Ministro da Etiópia, Tedros Adhanom, a ex-ministra de Saúde do Paquistão, Sania Nishta, e o assessor especial do Secretário-geral das Nações Unidas, o britânico David Nabarro.

Assessoria de Comunicação FUMSSAR

23/05/2017

Fonte: MINISTÉRIO DA SAÚDE

FUMSSAR alerta sobre o aumento nos casos de Caxumba em Santa Rosa

cachumba

Em Santa Rosa, somente este ano, já foram notificados à Vigilância Epidemiológica da FUMSSAR 17 casos de caxumba, e três surtos estão sendo investigados. No ano de 2016 inteiro, foram notificados 16 casos e um  surto, demonstrando um crescente aumento no número de casos, fato que pode ser visto em todo o Brasil, acometendo geralmente adolescentes e adultos jovens.

            A caxumba, também conhecida como parotidite ou papeira, é uma doença viral aguda, caracterizada por febre e aumento de uma ou mais glândulas salivares, geralmente a parótida. É transmitida de pessoa a pessoa, pelas vias aéreas, ou por contato com saliva de pessoas infectadas.

            O período de transmissão varia de 6 a 7 dias antes do inicio dos sintomas, até 9 dias após o surgimento deles, período em que o doente deve evitar contato com outras pessoas.

            A caxumba costuma apresentar-se sob forma de surtos, principalmente no inverno e primavera.

            A administração de vacina está indicada antes da exposição. Durante um surto, a vacinação é seletiva, sendo indicada somente as pessoas suscetíveis (não vacinadas).

            O esquema básico vacinal na rede pública é composto pela vacina tríplice viral (que protege contra a caxumba, sarampo e rubéola) aos 12 meses, sendo necessária uma 2ª dose aos 15 meses com a vacina tetraviral (que protege contra caxumba, sarampo, rubéola e varicela).

            Este ano, o Programa Nacional de Imunizações passou a recomendar 2 doses da vacina tríplice viral para menores de 30 anos, e para as pessoas de 30 a 49 anos, a recomendação é que se tenha 1 dose de tríplice viral.